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Brinquedos parecem tão despretensiosos quanto atraentes ou sedutores. Adquirem significado ou sentido na pluralidade das possibilidades de imaginários particulares que fazem destes objetos o pretexto para o prazer de sentir e inventar. Possuem uma diferença fundamental em relação à categoria específica dos jogos. Comparados a eles, os brinquedos apresentam-se em uma pragmática pouco circunscrita. Assimilam identidades instáveis em contextos diversos, negociadas no ato da interação entre fruidores. São transgredidos nas alusões mais básicas e imediatas que suas formas poderiam, a princípio, remeter.

As crianças são capazes de entender isto. Espontaneamente, negociam o sentido provisório dos seus brinquedos a cada instante da experiência. No mesmo processo, descobrem a liberdade intrínseca a uma inevitável disrupção da presença. A uma disseminação que se não reduz à polissemia.